A Arte Urbana Contemporânea
O registro de elementos da realidade social e cultural de um
local, confere ao ambiente, características dadas pelas pessoas que o habitam e
compartilham esse espaço, passando a compor um cenário propício ao bem-estar e
lazer da comunidade.
A arte, principalmente, proporciona o despertar de sentidos
e da imaginação, transformando ambientes e caracterizando-os, assumindo a identidade
da população local, que transmite suas crenças, visões do mundo e esperanças,
através da arquitetura, composição de espaços públicos para lazer, cores,
espécies de animais, plantas e árvores cultivadas, iluminação, artes visuais e
conservação de obras de valor cultural e histórico.
Hoje, a arte urbana, representa o sentimento que a vida em
grandes centros e comunidades capitalistas, desperta. Os ecossistemas urbanos apresentam um
metabolismo que exige intenso fluxo de energia e grande entrada material
resultando em grande saída de resíduos.
Os valores encontrados nesse ambiente se tornaram cada vez
mais impessoais. A transformação do cenário aconchegante e acolhedor por aspectos
padronizados e práticos, afastaram o cidadão da identificação humana com o
ambiente, que desperta sentimentos de apego e conservação. O espaço público se
tornou responsabilidade quase exclusiva da gestão pública, sofrendo com o
descaso e degradação resultante do desapego do cidadão.
A identificação e conservação dos espaços públicos são, não
só, a prática da cidadania mas também a extensão de nosso lar para além dos
muros. Praças, margens de rios, calçadas, são composições da cidade que fazem
parte da vida de cada pessoa, portanto, um ambiente ecológico, limpo e
conservado é propício à convivência social saudável, atraindo pessoas a
encontros, conversas e momentos de paz e reflexão.
Como iniciativa rebelde, surgiu na cidade, a arte que
transmite a revolta à esses sentimentos de limitação do espaço físico e da
mente humana imposto pelos novos conceitos do sistema de desenvolvimento
urbano.